John Howell seguia todavia as instruções que estupefato ouvira no estúdio. O olhar das câmeras, que substituíam maquinais toda platéia, lhe entupia os poros, escancarados sob o calor das lâmpadas. Impassíveis, os aparelhos miravam seu corpo, a cada esquina, a cada prédio da Rose Alley, estranhamente cenográfica. Esperou alguns instantes antes de se desvencilhar, como previa o script, da mulher de vermelho, que o acompanhava, e correr, imprevisível, enveredando na primeira curva, tentando se desencaminhar. Recuperou seu outro nome, Rice, para seguir vivendo, como se fosse possível esquecer que, ainda assim, atuava. Como se fosse possível esquecer que fugia, irretornável.
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2 comentários:
Ai, que legal que vc voltou a escrever. Até que enfim. Te amo muito.
Beijos,
Thaís.
Marcelo,
Nossa, sempre entro para ver o que você escreveu e me delicio com os textos já publicados. Acho que você deveria escrever mais, é tão gostoso viajar nos seus pensamentos.
Acho que você não me conhece, descobri seu blog através do blog de um amigo. Moro em Florianópolis também. Soube que você faz mestrado em antropologia, também estudo na UFSC.
Espero novos textos,
Uma espectadora.
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