John Howell seguia todavia as instruções que estupefato ouvira no estúdio. O olhar das câmeras, que substituíam maquinais toda platéia, lhe entupia os poros, escancarados sob o calor das lâmpadas. Impassíveis, os aparelhos miravam seu corpo, a cada esquina, a cada prédio da Rose Alley, estranhamente cenográfica. Esperou alguns instantes antes de se desvencilhar, como previa o script, da mulher de vermelho, que o acompanhava, e correr, imprevisível, enveredando na primeira curva, tentando se desencaminhar. Recuperou seu outro nome, Rice, para seguir vivendo, como se fosse possível esquecer que, ainda assim, atuava. Como se fosse possível esquecer que fugia, irretornável.
Mostrando postagens com marcador miniconto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador miniconto. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
domingo, 4 de junho de 2006
Minicontos II
expropriedades, de 23/04/2004
Ainda assim, continuaria segurando o vidro, sustentando com os ombros toda aquela dor. Na pele seu nome lhe fugia como sangue.
sábado, 3 de junho de 2006
Minicontos I
Piano, de 21/03/2004
Comprou o piano com dinheiro falso e sem dedos hábeis o suficiente. Mas bastava que ele ficasse ali, na sala, silencioso. O silêncio de um piano é mais bonito que o silêncio das paredes.
Assinar:
Postagens (Atom)